Constelações incaracterizáveis,
Luminescência ao olhar.
Silhueta infinda
De tão paradoxa criatura.
Portais embarreirados,
Embrutecidas muralhas.
O implorar ao inimigo
Que acolhe, mas traz a mortalha.
"Quanto ao teu propósito,
Que não concretizas,
Serias tu vão incapaz
Ou direcionaste errado a vida?"
Despudorada é a chama irrefreável
Da maleável existência.
Incerto é o destino
Da questionável pertinência.
sábado, 30 de agosto de 2014
sábado, 23 de agosto de 2014
Sala Vazia
Sala Vazia.
Paredes Brancas.
Ofuscada pela luz.
Iluminada pela escuridão.
Alguns entram,
Outros saem.
Poucos compreendem.
Gradativamente, o nada se preenche:
Memórias, pensamentos, lembranças.
Logo, se esvazia.
O abrigo em um terreno de caos
Permanece em seu ciclo vicioso.
Sala repleta de tudo.
Sala repleta de nada.
Sala repleta de mim.
Eu repleta de salas.
Paredes Brancas.
Ofuscada pela luz.
Iluminada pela escuridão.
Alguns entram,
Outros saem.
Poucos compreendem.
Gradativamente, o nada se preenche:
Memórias, pensamentos, lembranças.
Logo, se esvazia.
O abrigo em um terreno de caos
Permanece em seu ciclo vicioso.
Sala repleta de tudo.
Sala repleta de nada.
Sala repleta de mim.
Eu repleta de salas.
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Pequena Reflexão Sobre "O Espelho"
Para muitos, reter a atenção na duplicata de si do outro lado do espelho é uma tarefa árdua. Ocultamos de nós mesmos não apenas nossas aparências, mas também o que há em nós que esta pode exibir levianamente sem permissão; Por que é tão difícil admitir nossos frangalhos e subtraí-los até que não mais existam?
Encaro-me e vejo no fundo de meus olhos breve ensejo de tornar nítido o que ainda me torna turva.
Encaro-me e vejo no fundo de meus olhos breve ensejo de tornar nítido o que ainda me torna turva.
Pequena Reflexão Sobre "A Contemplação do Outro"
Defronte à alma alheia, a precisão do momento leva-nos ao riso em demasia. Não é simples conceber que aquele com quem lidamos diariamente possui dilemas assim como nós mesmos. E é ainda mais difícil ter a concepção de que, por mais que se queira, não se pode envolver as almas de zelo e protegê-las da cadência humana.
quinta-feira, 10 de julho de 2014
A Companhia
Acompanhe-me nas danças solitárias,
Proteja-me de minhas próprias lamentações
E preencha meus lábios com seu amor
Quando minhas palavras forem vazias.
Que eu possa ser envolvida em teu abraço
E sentir o palpitar irregular e musical de teu coração,
Tua respiração forte e a vibração da tua voz,
Que invade meu corpo e transborda-me
Com a melodia e os sentimentos contidos.
Almejemos o alcançar, o querer, o viver real,
E que possamos juntos conhecer,
Sentir e compreender um mundo só nosso.
Um mundo de amor.
Um mundo de sonhos.
Um mundo de liberdade,
Pura e plena.
Escrito por: Lucia Cordato.
Proteja-me de minhas próprias lamentações
E preencha meus lábios com seu amor
Quando minhas palavras forem vazias.
Que eu possa ser envolvida em teu abraço
E sentir o palpitar irregular e musical de teu coração,
Tua respiração forte e a vibração da tua voz,
Que invade meu corpo e transborda-me
Com a melodia e os sentimentos contidos.
Almejemos o alcançar, o querer, o viver real,
E que possamos juntos conhecer,
Sentir e compreender um mundo só nosso.
Um mundo de amor.
Um mundo de sonhos.
Um mundo de liberdade,
Pura e plena.
Escrito por: Lucia Cordato.
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Obsessões
Absorvo tua essência vigorosa
Até que se dissolva em meus lábios
E penetre as mucosas de minha memória.
Atenuas a dor e a solidão,
De tal forma que as desprezo constantemente.
Porém, distante de teus olhos,
A tristeza sufoca-me mais que teus abraços.
És obsessão aterradora
Que transporta princípios
E traz consigo o mais puro e irrefreável desejo.
Escancara minha mente para as mais amplas ideias,
E paralisa-me com o medo:
O terror de prosseguir com esta loucura.
Entretanto, de bom grado abstenho-me da sanidade
Se alternarmos o pertencimento de nossas almas
Em uma congruência sem fim.
Até que se dissolva em meus lábios
E penetre as mucosas de minha memória.
Atenuas a dor e a solidão,
De tal forma que as desprezo constantemente.
Porém, distante de teus olhos,
A tristeza sufoca-me mais que teus abraços.
És obsessão aterradora
Que transporta princípios
E traz consigo o mais puro e irrefreável desejo.
Escancara minha mente para as mais amplas ideias,
E paralisa-me com o medo:
O terror de prosseguir com esta loucura.
Entretanto, de bom grado abstenho-me da sanidade
Se alternarmos o pertencimento de nossas almas
Em uma congruência sem fim.
sexta-feira, 16 de maio de 2014
A Essência da Agonia
Visitaste o receptáculo do vazio,
Tocaste minha pele sem temor.
Faça-me despir esta dor,
Mas não sem antes permitir que eu sinta esta última agonia.
Dei-lhe meu fôlego mais profundo,
Provocaste a mais obscura obsessão,
E preencheste ainda a solidão da alma
Com seu veneno de pura satisfação.
Diante das piscinas sem cor de teus olhos
Eu implorei que permanecesse.
E, como se nunca ousasse aparecer,
Partira.
Tocaste minha pele sem temor.
Faça-me despir esta dor,
Mas não sem antes permitir que eu sinta esta última agonia.
Dei-lhe meu fôlego mais profundo,
Provocaste a mais obscura obsessão,
E preencheste ainda a solidão da alma
Com seu veneno de pura satisfação.
Diante das piscinas sem cor de teus olhos
Eu implorei que permanecesse.
E, como se nunca ousasse aparecer,
Partira.
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